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CLEP • Coleção de Leptospira

Histórico

O antigo serviço de diagnóstico da leptospirose, inicialmente localizado na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), foi transferido para o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em meados da década de 1970. Ao longo de cerca de 20 anos, esta atividade restringiu-se somente ao diagnóstico sorológico da leptospirose. Devido às dificuldades técnicas, baixa demanda e complexidade no fluxo de amostras, o isolamento bacteriano a partir de amostras clínicas era considerado um método diagnóstico com resultado retrospectivo, e consequentemente não era realizado.

O ano de 1990 foi marcado pelo credenciamento do Laboratório como Referência Nacional para Leptospirose (LRNL), o que impulsionou a estruturação da rede de laboratórios regionais, permitindo uma considerável melhoria quanto às dificuldades enfrentadas até aquele momento. Além disso, novos projetos e colaborações foram estabelecidos e foi possível iniciar o acervo da futura Coleção.

Este acervo foi ampliado substancialmente com a incorporação de cepas de referência oriundas dos acervos do antigo CEPANZO na Argentina e do Instituto de Medicina Tropical da Holanda (KIT) em função da designação da FIOCRUZ como Centro Colaborador da OMS em 2007. Ambas as instituições também designadas como Centros Colaboradores da OMS, sendo que a primeira não ocupa mais esta posição. Grande parte destas cepas encontra-se disponibilizada em catálogo, tendo viabilidade e autenticidade garantidas. As cepas de referência originárias destes acervos internacionais são distribuídas para a rede oficial de laboratórios de saúde pública no Brasil e para países da América Latina de acordo com as atividades de Centro Colaborador da OMS.

A incorporação de novas cepas de diversas origens e locais ocorre na medida em que são desenvolvidos projetos de pesquisa e cooperação técnica que envolvem o isolamento e a identificação de isolados.


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